Os números do turismo no Rock in Rio 2017

29/09/2017 12:33:00


 

      Durante os sete dias de realização do Rock in Rio 2017, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, a Riotur aplicou uma pesquisa com questionários presenciais a uma amostra de 850 pessoas para traçar o perfil do público do festival; o erro amostral é de aproximadamente 3%. O objetivo, além de entender as preferências dos espectadores e visitantes da cidade, era entender a relação entre eles e o Rio, em relação a satisfação da estada, modais de chegada, transporte dentro da cidade, segurança, entre outros quesitos. As amostras foram distribuídas para 56% de morador da Cidade do RJ ou Metropolitana, 0,8% de turistas estrangeiros e 43% de turistas nacionais.

 

      A Riotur realizou o presente estudo em parceria com a ESPM, visando obter o perfil do público presente no Rock in Rio 2017, tendo com o foco principal os turistas. Nesta edição do Rock in Rio os turistas representaram 44% do público presente. Segundo a ABIH-RJ a taxa média de ocupação para os hotéis foi de 75% para primeira semana do evento (15 a 17/09) e já para segunda semana (21 a 24/09) a estimativa foi de 82%. Para Ambas as semanas, os hotéis da Barra da Tijuca só tiveram taxas de ocupação superiores as taxas dos hotéis do Centro da Cidade.

 

Taxa de ocupação:

Centro - 76% (2ª semana) e 59% (1ª semana)

Barra da Tijuca / São Conrado - 81% (2ª semana) e 74% (1ª semana)

Flamengo / Botafogo - 82 % (2ª semana) e 83% (1ª semana)

Ipanema / Leblon - 85% (2ª semana) e 85% (1ª semana)

Leme / Copacabana - 87% (2ª semana) e 78% (1ª semana)

 

Perfil dos entrevistados - Turistas:

50,8% dos turistas entrevistados são mulheres, 34% tem entre 25 e 31 anos, 71,3% são solteiras e 65,4% possuem grau de instrução superior. 34,32% são de São Paulo, 14,86% de Minas Gerais, 5,41% do Interior do Rio, 5,14% do Paraná, 3,78% do Amazonas, 3,51 do Espírito Santo, 3,51% de Pernambuco, 3,24% de Goiás e 2,97% de Santa Catarina.

 

Locais de hospedagem:

Em relação a hospedagem durante o evento, 42,8% dos entrevistados se hospedaram em hotéis, 18,7% em casa ou apartamento alugado, 14,9% ficou em casa de parentes, 11,1% não pernoitaram na cidade, 6% escolheu apart hotéis ou flats, 3,3% ficou em albergues e 1,9% em outros locais.

 

Companhias de viagem:

Sobre os parceiros de viagem: 34,88% viajaram com amigos, 31,46% com companheiro (a), 26,34% com a família, 5,61% estavam sozinhos e 1,46% viajavam com excursão. Em relação ao transporte utilizado para chegar à cidade, 61,62% dos turistas entrevistados escolheu o avião, 22,97% o ônibus, 13,78% viajou de carro e 1,62% de van. Falando do deslocamento pela cidade, 35,8% dos ouvidos durante a pesquisa optou pelo serviço da Uber, 21,6% usou o BRT, 13,8% os taxis, 11,3% o Metrô, 8,9% o ônibus, 4,3% se deslocou em carro próprio, 2,6% em outros modais e 1,1% em carros alugados.

 

Avaliação da cidade:

Os turistas avaliaram com notas*, cinco quesitos da cidade do Rio de Janeiro durante a pesquisa. A sinalização turística ficou com uma nota 7,8, a informação turística com 7,7, a limpeza pública com 7,3, o sinal de internet com 7 e a segurança pública com 6,2. A média geral foi de 7,3 para a cidade.

*nota ponderada na escala de 1 a 10.

 

Pontos turísticos:

Durante a estada na cidade, 81% dos turistas entrevistados visitaram ou ainda visitariam até a data de retorno, pontos turísticos. 26,6% escolheu as praias, 16,6% o Museu do Amanhã, 14,9% visitou o Corcovado, 12% foi ao Pão de Açúcar, 9,1% a Lapa e 7,9% o AquaRio. A hospitalidade do carioca também foi tema da pesquisa e 68,68% concordaram. 9,62% discordaram e 21,7% não concordaram e nem discordaram da pergunta.

 

Expectativa da estada:

A estada na cidade também foi avaliada na pesquisa, com 54,35% dos entrevistados tendo suas expectativas correspondidas, 40,49% disse ter superado as expectativas e 5,16% não teve suas expectativas atendidas. Quando foram perguntados se recomendaria a cidade para seus amigos, 97,25% respondeu que sim e apenas 2,75% disse não.

 

Redes Sociais utilizadas:

Sobre as redes sociais mais usadas pelos entrevistados, 27,14% usa o Whatsapp, 26,23% o Facebook, 23,93% o Instagram, 9,87% o Youtube, 5,76% escolheu o Twitter, 4,93% o Snapchat e 1,15% o Tumblr.

 

Impacto econômico:

Foram em média 10,9 o número de visitas ao Rio, permanecendo cerca de 5,3 dias gastando R$ 1.295 na cidade. Levando em consideração a lotação máxima de 700.000 pessoas nos sete dias de Rock in Rio, gasto médio e proporção de turistas chegaríamos a 308.000 turistas gerando um impacto de R$ 406 milhões.

 

Para mensuramos os efeitos totais deste gasto direto sobre a economia da cidade, ou seja, somatório dos efeitos diretos, indiretos e induzidos. Aplicando sobre gasto direto multiplicadores, estabelecidos através de estudos do IBGE, totalizando R$ 1,2 bilhão.

 

Perfil entrevistados - Cariocas e Região Metropolitana:

Foram entrevistados também cariocas e moradores da região metropolitana do Rio, sendo 51,1% deles mulheres, 29,8% entre 18 e 24 anos, 68,7% solteiras e 58,2% com Grau de Instrução superior. 81% dos entrevistados utiliza cartões de crédito e as principais bandeiras citadas são: Master Card, Visa e Elo. 49,4% deles possui carro próprio, 70,6% exerce alguma atividade remunerada, sendo 45,27% com emprego fixo, 25,15% emprego autônomo, 23,67% emprego fixo público e 5,92% estágio.

 

Redes Sociais utilizadas:

As redes sociais também aparecem nesta parte da pesquisa e, empatados com 26,20% o Facebook e o Whatsapp são as mais utilizadas, seguidas pelo Instagram (21,65%, Youtube (9,35%), Twitter (8,84%), Snapchat (5,19%) e Tumblr (1,54%).

 

Considerações Finais:

Algumas considerações sobre os resultados o estudo do Rock in Rio 2017:

 

Apesar do evento tendo sido realizado na Barra da Tijuca a taxa de ocupação hoteleira desta região foi a segunda pior da Cidade em ambas as semanas. Aproximadamente 50% do fluxo turístico para o RIR 2017 era oriundo de São Paulo e Minas Gerais.

 

O meio de hospedagem mais utilizado pelo turista foi o Hotel (42,8%), mas tivemos um expressivo contingente de turistas que optaram pelo Bate e Volta (11,1%). O UBER (35,8%) foi o meio de transporte mais utilizado pelo turista.

 

Sinalização Turística (7,8) e Informação Turística (7,7) tiveram excelentes avaliações, já Segurança Pública (6,2) teve uma péssima avaliação neste ano se comparamos com a nota obtida em 2015 (8,2) no auge do projeto das UPPs.

 

As praias (26,6%) foram os pontos turísticos mais visitados pelos turistas, mas em segundo lugar tivemos uma novidade o Museu do Amanhã (16,6%) se somarmos com os que optaram pelo AquaRio (7,9%) chegaríamos a 24,5% para a região do Porto Maravilha.




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